Odoyá, Odô Fiaba! Salve minha mãe Iemanjá!

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Dia de Iemanjá

Para os praticantes e simpatizantes de religiões como o Candomblé e a Umbanda, o dia 2 de fevereiro é uma data muito especial. Celebrando Iemanjá, a mãe de quase todos os Orixás, muitos brasileiros aproveitam o momento para pedir e agradecer à generosa Rainha do Mar.

2 de fevereiro, o Dia de Iemanjá

Orixá africana, Iemanjá é considerada a rainha das águas doces e salgadas. Seu nome é derivado da expressão Yorubá “yèyé omo ejá”, que significa “mãe cujos filhos são peixes”. Ainda relacionada aos mares e oceanos, Iemanjá é a padroeira dos pescadores, e aquela que decide o destino de todo aquele que se aventura por suas águas.
Iemanjá é dona de uma generosidade incomparável, e atende aos pedidos daqueles que, humildemente, pedem seu auxílio. Os que procuram pelo alento da poderosa Orixá encontram compaixão e perdão em seu colo de mãe.
Chamada por muitos de Afrodite brasileira, Iemanjá também recebe o título de deusa do amor e da beleza, ajudando aqueles que pedem sua ajuda para sanar casos de desafetos amorosos. Quando o assunto é família, Iemanjá novamente tem o poder de interceder. Tanto os lares quanto as pessoas que vivem debaixo do mesmo teto são beneficiadas com amor e laços de harmonia.
Sua imagem é constantemente associada à maternidade, de modo que muitos de seus cultos originais são relacionados a fertilidade feminina, a gestação e a vida.

Banho de Limpeza de Iemanjá

Recomendamos que faça esse banho no dia 2 de fevereiro, dia de Iemanjá. Esse banho de limpeza e purificação de Iemanjá irá afastar toda a negatividade, atrair calma e clarear os seus caminhos. 
Você vai precisar de:

Depois de reunir todos os ingredientes, coloque água a ferver e adicione a embalagem do sal de Banho de Iemanjá, as pétalas das rosas brancas e a essência de alfazema. Depois de levantar fervura, apague o lume e deixe repousar durante 30 minutos. Coe a mistura e tome seu banho de higiene normal. Depois, acenda a vela de Iemanjá e jogue a água da cabeça aos pés, pedindo a Iemanjá para afastar as energias negativas do seu corpo levando-as para o fundo do mar. 

Quando terminar jogue as pétalas de rosa no seu jardim. Você também pode fazer esse banho durante todo o ano, aos sábados, pois esse é o dia dedicado ao orixá Rainha dos Mares.

Rituais de homenagem a Iemanjá

Durante a homenagem a Iemanjá, fieis vestem branco e vão até às praias para realizar oferendas a Orixá. Dentre os “presentes”, são comuns espelhos, joias, perfumes, sabonetes, comidas típicas da culinária africana e muitas flores, especialmente rosas brancas e amarelas. Todos os elementos buscam agradar o lado vaidoso de Iemanjá.
Essas oferendas geralmente são entregues ao mar em barquinhos artesanais. Acredita-se que se o barco afundar ou for devolvido pela maré, é sinal de que a oferta não foi aceita.
Tradicionalmente, essa celebração acontece no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, desde a década de 1920, sempre no dia 2 de fevereiro. A festa é uma das mais bonitas do calendário religioso e popular, atraindo verdadeiras multidões para uma procissão até o templo de Iemanjá.
Em 2 de fevereiro também é celebrado o Dia de Nossa Senhora dos Navegantes, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No Rio de Janeiro a celebração é para Nossa Senhora da Conceição e acontece especialmente na virada do ano, em 31 de dezembro.
Para os umbandistas no Estado de São Paulo, a comemoração a Iemanjá acontece no dia 8 de dezembro ou em 15 de agosto.

A lição de Iemanjá

Como você já pôde perceber, a generosidade de Iemanjá é uma de suas principais características. De fato, desde a sua lenda, quanto mais ela ofertava e presenteava, mais recebia de volta. Foi assim que aconteceu com Ogum, Oxum, Oiá e outros Orixás.
Esse ensinamento trazido pela história de Iemanjá é uma forma de reforçar a importância de dar para receber — sempre estendendo a mão sem pedir nada em troca.

Sincretismo de Iemanjá e seus muitos nomes

Apesar de ser cultuada tanto na Umbanda quanto no Candomblé, Iemanjá também recebeu sincretismo no catolicismo, sob as imagens de Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora de Candeias e Virgem Maria.
Além do sincretismo, a Orixá é conhecida por uma vasta lista de nomes, dependendo da região. Alguns deles incluem Dandalunda, Dona Iemanjá, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia, Sereia do Mar, dentre outros.
Iemanjá, da forma como a conhecemos em nosso país é fruto da miscigenação africana, europeia e ameríndia, em termos culturais e religiosos. Isso porque, inicialmente, a Orixá era representada por uma mulher de pele negra, quadris e seios fartos, o que se transformou radicalmente com a influência da Igreja Católica e o sincretismo com santas.
Aqui no Brasil sua imagem é retratada nos moldes das santidades. Pele branca, cabelos longos, vestido azul, corpo magro e acinturado, além de um rosto sereno e muito semelhante a demais santas católicas — apesar da maquiagem levemente presente.
No entanto, sendo a origem da Rainha do Mar nigeriana, sua imagem originalmente negra a devoção dos escravos africanos. No entanto, para continuarem praticando suas crenças, se viram obrigados a enterrar a imagem negra e, sobre ela, faziam preces a uma imagem de Nossa Senhora dos Navegantes para que não sofressem represálias.

 

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